ALERTA: a trombose é silenciosa e pode ser fatal! – Por Renata Silva

“De repente, em meio a uma viagem de retorno das férias, minha panturrilha começou a doer, ficou inchada, rígida e dolorida. Em pouco tempo não conseguia andar direito. Entre embarcar e ir ao hospital, escolhi a segunda opção, optei pela minha vida!”

Poucos sabem (eu não sabia) da gravidade de uma trombose venosa profunda, doença a qual estou em tratamento. Cerca de 180 mil novos casos de trombose venosa surgem no Brasil a cada ano. Ela é a terceira doença cardiovascular mais frequente no mundo. Com alta taxa de mortalidade e acaba por comprometer a qualidade de vida dos pacientes. Estudos dizem que, em cerca de 50% dos casos, pequenos coágulos se instalam na veia, principalmente na panturrilha, sem provocar dores e pode passar despercebido.
Este é o momento mais perigoso de todo o processo e oferece grande risco de morte, já que a pessoa continua sua vida normalmente, o que favorece o desprendimento desses trombos que migram para dentro do pulmão, caracterizando o quadro clínico de embolia pulmonar – responsável por 15% dos casos de mortes súbitas no Brasil.
Entre 50% a 60% dos casos de Trombose Venosa Profunda são em pacientes jovens, entre os 20 e 40 anos de idade, principalmente mulheres.  No meu caso (e de milhares de pessoas) segundo os médicos, é de que longo tempo de viagem (avião e carro), passando muito tempo sentada e com pouca mobilidade, aliado ao uso do anticoncepcional podem ter causado a trombose. Se diagnosticado em tempo, é possível tratar com anticoagulantes, meu caso. Mais graves, com cirurgia. Isso se não chegar à embolia pulmonar, que pode ser fatal!
Ao retornar para Porto Velho, novos exames mostraram que eram dois trombos e não apenas um. De agora em diante, suspensão do anticoncepcional, tratamento com uso de anticoagulantes via oral, repouso com as penas elevadas, uso de meias de compressão e acompanhamento com médico cardiovascular. Minhas viagens de carro e aviões estão suspensas por 3 meses.  

“Com trombose não se brinca. Tratamento longo e repouso com as pernas elevadas. Mudança de vida. O que consigo fazer de pernas pro ar vou realizando. Não adianta nadar contra a corrente. O jeito é aceitar e seguir as recomendações para retornar bem. Tempo para refletir, avaliar prioridades, aprender… Tempo de agradecer pela vida! Sim, estou viva e isso já é muito!”
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